É isso aí. A partir de hoje vou postar aqui no blog capítulo por capítulo o meu livro:
Comediando
Por que escrever esse livro?
Taí uma perguntinha difícil de responder, mas a primeira palavra que me inspirou foi: "sacanagem". Não aquela sacanagem pejorativa ou sexual. Quando falo em sacanagem, quero dizer sobre a "nobre arte de prejudicar os outros", mesmo que sem agentes diretos ou intenção.
Eu me considero um expert nesse assunto. Afinal já fui sacaneado e também já sacaniei muitas vezes.
A sacanagem é uma coisa tão implícita em nossa vida que merecia uma tese, estudo ou qualquer negócios desses aí, afinal a sacanagem existe desde que Deus criou vida no nosso planeta.
E aí já começa a sacanagem. Se tem muito mais água do que terra, por quê colocar o nome de Terra no planeta água? Não seria mais lógico colocar o nome de Planeta Água? Sacanagem isso!
Bem, mas voltemos ao que interessa. A sacanagem faz parte do nosso dia a dia. É tão essencial para nossa sobrevivência quanto o ar poluído que respiramos hoje em dia (sacanagem isso!), por isso eu sacaniei, digo, ‘saquei’ que deveria deixar isso registrado para os anais da história (anais também é sacanagem...).
Muitos podem estar se perguntando: que cara pretensioso, acha que entende tudo de sacanagem...o quê que esse cara pensa que é?
Bom, primeiro, não é por aí! Se você não sabe usar a ociosidade para filosofar o problema é seu, eu resolvi usar esses momentos de profunda reflexão para contribuir com a evolução da nossa espécie. Afinal a sacanagem é universal. Não distingue cor, credo, condição financeira, modo de se vestir, modo de se comportar, enfim, a sacanagem é uma das coisas mais democráticas do mundo.
A sacanagem recebe diversas denominações pelo mundo afora. Mentira, trapaça, brincadeira, luxúria e muito mais, porém ela é universalmente presente. Seja nos Países Baixos, onde quase tudo é permitido, seja no Tibet, onde monges lutam pela liberdade ou mesmo aqui no Brasil, onde a sacanagem faz parte da nossa cultura e da nossa história.
Bom, mas eu não vou ficar enrolando meus amigos leitores com uma introdução de encher lingüiça, então vamos ao episódio que me levou a escrever essa obra de tanta relevância para a humanidade.
Comediando o Banco - Parte 1
Eu trabalho como assessor de imprensa para alguns sindicatos aqui na região de Jundiaí, interior de São Paulo, e, embora não tenha cursado jornalismo, sou chamado de jornalista. Sinceramente, não gosto muito desse rótulo, afinal, eu não sou jornalista. Dizem que tenho talento, mas isso é o mesmo de dizer que alguém tem potencial. Caraca, se você tem potencial e não o usa, então, você é uma anta, com perdão às antas.
Pois é, na realidade eu comecei um curso de tecnologia na gestão de negócios e não tive saco para continuar. Tudo que lá diziam eu já havia visto, vivido ou ouvido falar. Então desisti e resolvi continuar minha sina de jornalista sem curso de jornalismo. Aliás, falaremos sobre jornal num capítulo exclusivo e que considero uma das maiores sacanagens que já me aconteceu, mas isso é mais para frente.
A verdade é que eu consegui esse emprego por escrever com razoável qualidade e ter uma boa noção estética para confecção de peças de comunicação, como jornais internos, cartazes, panfletos e todas essas coisas que enriquecem a comunicação das entidades sindicais com seu ‘público alvo’. E também por ter uma boa vivência na coordenação de campanhas políticas, que também merece um capítulo a parte.
Mas, vamos lá!
Um belo dia, estava eu, como de costume, mais ‘liso que bunda de anjo’, duro, sem um tostão para fazer um cego cantar, mas, contente, afinal iria receber meu suado pagamento de um dos sindicatos. Cheguei ao sindicato e com aquele sorriso que só o desespero pode descrever, pedi meu rico dinheirinho. Eis que minha colega do departamento financeiro me dá o recibo e em seguida apresenta o cheque.
Pensei comigo, ferrou! Terei que enfrentar a fila daquela porcaria de banco.
Taí uma redundância: porcaria de banco. Quem já passou pelos crivos de um banco pega ojeriza dessas instituições e a dualidade banco-porcaria fica tão implícita que você não consegue mais dissociar uma da outra, mas, essa é uma outra história.
Mas, tudo bem! Fui ao banco correndo e pensei: valerá a pena!
...to be continued!
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